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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2014

Manifesto por uma cultura prescritiva (ag. 2013)

Numa entrevista a este jornal, a 26/11/2012, lembrei que “desde 1820 organizámo-nos republicana e monarquicamente, democrática e autoritariamente, como país europeu e como império ultramarino, proclamámo-nos sociais-democratas e conservadores… mas o nosso PIB per capita nunca saiu da banda entre os 40% e os 75% da média dos países que, desde 1993, constituem a União Europeia”. Longas séries como essa sugerem que, além das facilmente reconhecíveis responsabilidades pessoais e incoerência de sucessivos complexos institucionais, no problema português haverá também um factor cultural. Mas só vale a pena enfrentá-lo assumindo uma acepção prescritiva de “cultura”, em detrimento da acepção descritiva que no nosso país tem grassado mesmo em meios intelectuais que se afirmam opostos entre si. Julgo ser este o caso dos pós-modernos, que relativizam todas as práticas, ideias… às comunidades que as implementam, pelo que, sobre tais culturas, restará apenas descrever como se apresentam e desenvolvem. …

Habilidades de feira vs. bancos de escola

Com a aproximação do natal vem-me à memória uma série de argumentações, com base nas ciências naturais, que recorrentemente concluem com a inexistência de um Criador. Simetricamente à literatura de cordel que, eventualmente invocando a mesma base, anuncia antes uma fórmula de Deus. Na verdade, seria esplêndido se entre tubos de ensaio ou demonstrações de teoremas se resolvesse esta questão – para um lado ou para o outro. Infelizmente, porém, os grãos podem começar a entrar na engrenagem dessa resolução logo na dispensa dos primeiros bancos da antiga escolástica.              Onde os futuros teólogos, juristas ou médicos, além de gramática e retórica, estudavam lógica, ficando alertados contra falácias como a do “homem de palha” – por referência ao alvo de golpes e investidas nos treinos dos cavaleiros: 1º) assume-se um determinado inimigo; 2º) desvia-se a investida para um seu simulacro; 3º) derruba-se este último; 4º) anuncia-se a vitória sobre, não uma mera figura de palha, mas o gue…