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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2016

Sousa Lopes - Uma depuração da vida

Exposição no Museu Nacional de Arte Contemporânea (Chiado):

1º andamento [antes da Grande Guerra] - Humano, demasiado humano: o mundo do homem.

2º andamento [Grande Guerra] - A obra liberta-se do criador, ou o homem ao espelho - Frankenstein!

3º andamento [depois da Grande Guerra] - Simplicidade: o homem no mundo; a natureza, o trabalho, e o amor.

Sobre a eutanásia e as suas duas questões

O manifesto do movimento “Direito a morrer com dignidade”, a favor da despenalização da eutanásia, espoletou um debate público no qual julgo que frequentemente se têm confundido duas questões. Uma pessoal e íntima, a outra político-jurídica.

2 questões irredutíveis

Na primeira questão discute-se a bondade, ou falta dela, da eutanásia, mediante perguntas como: “O que é que eu pretendo que me façam, se vier a cair numa condição irreversível de sofrimento intolerável e permanente (de origem física ou psicológica), se perder a autonomia e a consciência, etc.?”. “O que é que eu aceito que se faça ao meu cônjuge, filho… se ele/a cair em tal situação, e peça (ainda consciente, e continuadamente) a eutanásia?”. Talvez até: “O que é que aconselho os outros a fazer?”. Em troca, a questão política é a da determinação de quem responderá a tais perguntas: o Estado, ou cada pessoa? Mais precisamente, deve o Estado recusar tal possibilidade aos indivíduos, ou deve abster-se de interferir na intimidade…