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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2017

A ideologia portuguesa e a regra modus tollens (julh. 2013)

Avaliemos, logicamente, o discurso ideológico português ao longo das últimas três décadas. Nomeadamente aplicando a regra referida no título. A qual, uma vez que saibamos que uma proposição (chamemos-lhe P) implica uma outra (Q) – em linguagem lógica: se P então Q – e que essa última é falsa (não-Q), nos permite deduzir que também a primeira proposição será falsa (não-P). 1.1.O §14 da Declaração de Princípios da Internacional Socialista estabelece que os membros desta associação ideológica se comprometem a garantir “a igualdade de direitos e oportunidades”. Na linguagem rigorosa do cálculo de predicados, dir-se-á (simplificadamente) que qualquer coisa que seja um país, se for social-democrata (P), então tende a ser igualitário (Q). Pois bem, os gráficos 37.2 e 37.3 de A. Mateus (coord.), 25 Anos de Portugal Europeu (disponível em PDF), revelam que persistimos como um dos países mais desiguais (não-Q) dos 27 países da UE. Logo, entre estes nossos pares, Portugal tem-se mantido como não …

"A democracia e a nação" portuguesa - em 2017 a lição de 1933

Então literalmente em paralelo (!) ao movimento salazarista, eis uma quase centenária argumentação a favor da democracia liberal.


Explicitando o sentido dessa democracia, e apontando momentos da história portuguesa que possam ser assumidos como recursos para o exercício e preservação daquele regime... Num ano em que, sabemo-lo hoje, o movimento paralelo seria já imparável.
Nesse 2 de janeiro já não importou que a conferência fosse aplaudida por 200 pessoas para as quais faltaram cadeiras, diz outro jornal, bem como que nos dias a seguir ela fosse comentada pela cidade, que dentro e fora do arquipélago diversos jornais a referissem... Em 1933 o rumo estava traçado. Em Portugal e na Europa.
Em 2017, um rumo equivalente ficará traçado se os populismos vingarem. Pois, dada a normal frustração a médio prazo das promessas populistas, quem as promove só mantém o poder se evoluir para regimes autoritários.
É pois logo no ovo populista que a serpente autoritária deve ser enfrentada. Esclarecen…

Incineradora, participação pública, e hipótese de uma "conferência de consenso"

No último meio século, os estudos sobre tudo o que intervém no desenvolvimento e implementação das tecnologias derrubaram a anterior crença ingénua de que estas seriam decididas por razões estritamente técnicas. De modo que a definição clássica de tecnologia – como mera aplicação de conhecimentos científicos, que por sua vez seriam neutros a fatores sociais, económicos… – foi substituída por definições mais complexas e abrangentes, como a que tentei exemplificar nestas páginas em “A tecnologia e a ciência – um caso açoriano” (e noutro textoali referido sobre o eng. Edgar Cardoso). Voltaremos aqui a estas denúncias. Das quais entretanto, se se opta por um regime democrático, decorre a exigência de participação pública nas decisões de implementação de certas tecnologias. Muito bem exemplificada pelo processo em curso nesta ilha sobre a construção de uma central de incineração de resíduos sólidos urbanos. Como Luís Anselmo bem apontou neste jornal em “Sinais da sociedade civil!” (15/03/20…

Afonso Chaves, de postais seus... à sua pessoa

Além das fotografias incluídas aqui (nenhuma publicada no C.A. por opção do jornal), no espólio familiar do eng. Luís G. Brandão encontra-se uma coleção de postais enviados pelo cor. Afonso Chaves à sobrinha Laura Cogumbreiro Ivens, assim como os enviava à irmã desta e à neta dele, estimulando as suas curiosidades e conhecimentos desde estilos arquitetónicos a espécies de frutos, de Marrocos ao norte da Europa.
Esta amostra da coleção sugere a pessoa humorada, afetuosa, interessada e crítica, que o naturalista açoriano terá sido: